(Foto: Arquivo Roberto-Stuckert Filho/PR)

 governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, terminara de responder a primeira pergunta durante coletiva, no celular, uma chamada o aguardava. A presidente Dilma Rousseff (PT) o esperava do outro lado da linha. Aos jornalistas, Campos avisou que precisara se ausentar. “Minha gente, preciso atender uma ligação da presidente Dilma”, justificou, adentrando nas dependências da sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções de Pernambuco.
Dez minutos depois, o líder socialista retorna para dar continuidade à coletiva já com uma brincadeira na ponta da língua. Para acabar com o clima de mistério que a chamada repentina impactou a Imprensa, Eduardo emendou: “Ela (Dilma) me pediu para ser cauteloso com vocês”, disse o governador de Pernambuco, já com o sorriso no rosto.
Como não poderia ser diferente, a pergunta seguinte foi, justamente, o conteúdo da conversa entre ele e a presidente Dilma Rousseff. De forma evasiva, o governador Eduardo Campos respondeu que ambos falaram sobre assuntos administrativos e que ficou agendado um encontro entre o socialista e a petista. O local e data não fora revelado. “Ela ficou de marcar esse encontro nos próximos dias. Creio que seja para a próxima semana”, respondeu.
Ajuda à Dilma
O certo é que, apesar do expressivo crescimento do PSB nesta eleição, levando o partido a cogitar a cadeira de vice na Presidência da República, em 2014, desbancando o PMDB de Michel Temer, por hora, o governador Eduardo Campos buscou empreender um discurso de ajuda à presidente Dilma. O líder socialista colocou que o momento é de auxiliar a chefe do Executivo nacional a enfrentar os desafios que a crise internacional impõe, ao mesmo tempo em que os partidos precisam dar uma ‘força’ aos prefeitos eleitos Brasil afora. Para consolidar o discurso, Campos ressaltou que, no Congresso Nacional, há temas que precisam ser debatidos, a exemplo do marco regulatório do setor elétrico e do petróleo.
“Temos que ajudar a presidente Dilma a enfrentar os desafios que estão no horizonte do mundo e do país e os prefeitos que se elegeram. Esse é que é o debate. Ainda este ano temos uma pauta bastante intensa com o Congresso, uma pauta que dialoga com a economia, o marco regulatório do petróleo, do setor elétrico”, pontuou Eduardo Campos. “Temos assuntos importantes para garantir investimentos do setor público”, acrescentou. “A discussão sobre 2014 deve ficar para o momento certo”, sentenciou
FONTE: Blog da Folha