Os motivos de Flávio Nóbrega hoje estar com Ana Célia

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As manobras engendradas no Tribunal de Contas do Estado e referendadas pela Câmara Municipal de Surubim salvaram o ex-prefeito Flávio Nóbrega. Ele foi alçado às alturas dentro da pré-campanha de Ana Célia (PSB), recebendo como prêmio a indicação de seu filho a vice-prefeito do município. Este é um grande desserviço prestado à causa da moralidade pública nacional. As mudanças devem começar em nossa casa e o que nós vemos agora é um jogo de vale tudo, sem ética e, portanto sem caráter, desavergonhado.

A máxima pregada pelo tio avô de Ana Célia, o Coronel Chico, de que em política o que é feio é perder, foi aplicada solenemente em Surubim. Mas, isso não é coisa da candidata que teve até os dias de hoje um perfil irretocável. Faz parte do rolo compressor iniciado no Palácio do Governo onde aplica-se o pragmatismo político. O mesmo que utiliza essa pérola coronelista do Senhor das Varjadas. Não acredito que o ex-prefeito Nóbrega tenha sido o mais corrupto da história de Surubim. Existem evidências de que outros deitaram e rolaram com o nosso dinheiro, locupletaram-se com o cargo, enriqueceram.

Mas, Nóbrega é um caso à parte. Ele foi flagrado, conforme nos diz o Promotor da época, o Dr. Rinaldo Jorge, organizando uma quadrilha dentro da prefeitura para assaltar os cofres do município. Isso é público e notório. Todos sabem. As gavetas da Justiça abrigam coniventes todos os papéis, todas as provas inquestionáveis desse crime. O Bel. Josafá da Silva brada aos ventos de todos os lados que, na primeira gestão esse prefeito adquiriu a cada ano um apartamento no bairro mais rico de Recife. O pedreiro Orlando Brito em seu livro "Do Paraíso ao Inferno" mergulha nos subterrâneos dessa nebulosa administração, revelando pormenores vergonhosos.

Não será o parecer político do Tribunal de Contas nem os votos dos dez vereadores da Câmara de Surubim que, à maneira de Pôncio Pilatos lavaram as mãos, que darão por encerrado esse espetáculo de corrupção. Os homens de bem de Surubim assistiram estarrecidos todas as denúncias, todo o escândalo político. Quando o dinheiro de uma prefeitura é desviado, não é a classe média que sente os primeiros impactos, mas, sim, os pobres, os desvalidos. A merenda escolar que não chega, os medicamentos que faltam.
Esse deveria ser colocado no mesmo nível dos crimes hediondos, pois surrupia dos miseráveis, tira o pão da boca dos famintos, acelera a agonia dos enfermos.

Fonte correio do Agreste
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