Lula é rejeitado por João Paulo

                                 
A campanha de rua do segundo turno para prefeito do Recife se encerra, hoje, reservando à história um capítulo inédito: pela primeira vez, o PT não recorreu ao afamado prestígio do ex-presidente da República com laços em Pernambuco, Luis Inácio Lula da Silva, o Lula, que costumava fazer a diferença. Palanqueiro dos bons, quando em alta, Lula era uma espécie de tábua de salvação da lavoura dos petistas desesperados.
Revertia qualquer cenário eleitoral adverso, pela forma teatral, centrado num discurso mentiroso e demagógico, para enganar os bobos.  Hoje, virou um fardo. No primeiro turno, João Paulo deu o abraço da morte ao trazê-lo para uma caminhada no centro da cidade. Na semana seguinte, despencou drasticamente nas pesquisas, saindo das urnas apenas 23.77% dos votos.
Lula “roubou” quase dez pontos percentuais de João, que provou, literalmente, o veneno da jararaca “Lava jato”. Alguém de bom senso poderia imaginar que um dia Lula viesse a ser “aconselhado” a não dar as caras numa eleição no Recife? E olha que a capital pernambucana é a única em que o PT, condenado à sentença de desaparecimento do mapa eleitoral do País, está na disputa de segundo turno.
E por que o então todo poderoso Lula virou um cabo eleitoral que puxa aliados para o fundo do poço. Por ser hoje a mais simbólica marca de corrupção no País, sendo chefe da quadrilha que saqueou a Petrobras. Responde a inquéritos que investigam se pertencem a ele um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e um sítio em Atibaia (SP). As empreiteiras Odebrecht e OAS são acusadas de executarem obras milionárias no sítio e no tríplex.
Lula também é investigado por palestras contratadas a peso de ouro por empreiteiras envolvidas no petrolão por meio da LILS Palestras. Vale a ressalva de que o ex-presidente já virou réu pela segunda vez na Lava Jato, no caso do triplex do Guarujá. O juiz Sérgio Moro vai julgar Lula, dona Marisa Letícia e mais seis pessoas pelos crimes de  corrupção e lavagem de dinheiro.
Há indícios de que o ex-presidente Lula recebeu vantagem indevida da empreiteira OAS através de dinheiro desviado de obras nas refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná. O valor total da propina foi de R$ 87 milhões. Segundo as investigações, a OAS pagou R$ 3,7 milhões a Lula ao reformar e decorar o triplex de Guarujá e ao bancar o armazenamento de bens do ex-presidente.
Sobre o triplex em Guarujá, Sergio Moro afirmou que há razoáveis indícios de que o imóvel teria sido destinado, ainda em 2009, pela OAS, ao ex-presidente e à sua esposa, sem a contraprestação correspondente, ficando, porém, a OAS como formal proprietária e ocultando o real dono. Quanto às reformas e benfeitorias, há indícios de que se destinariam ao ex-presidente e à sua esposa também sem a contraprestação correspondente.
O Ministério Público Federal não incluiu na denúncia contra o ex-presidente o crime de associação criminosa. O juiz explicou que esse fato está em apuração no Supremo Tribunal Federal, pois envolve agentes com foro privilegiado. Lula também é investigado pela Lava Jato, em Curitiba, pelas reformas no sítio em Atibaia, pelo Instituto Lula e pela empresa de palestras. Lula já é réu em outra ação que está na Justiça Federal em Brasília, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Fonte: Blog do Magno
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